É com intenso pesar que damos adeus a um dos maiores nomes da música brasileira: o Maestro Paulo Moura.
Paulo Moura: Adeus Maestro.
Nascido em São José do Rio Preto (SP), o compositor, arranjador e instrumentista (saxofonista e clarinetista) Paulo Moura começou a estudar piano aos 9 anos de idade. Pouco mais tarde passou a tocar em bailes com a banda do pai, Pedro Moura.
Nascido em São José do Rio Preto (SP), o compositor, arranjador e instrumentista (saxofonista e clarinetista) Paulo Moura começou a estudar piano aos 9 anos de idade. Pouco mais tarde passou a tocar em bailes com a banda do pai, Pedro Moura.
Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro ainda adolescente e ingressou na Escola Nacional de Música, onde obteve o diploma de clarinetista. Pouco depois, começou a tocar em gafieiras, cassinos e bailes, como integrante da Zacharias e Sua Orquestra. Seu primeiro registro fonográfico foi com a orquestra que acompanhou Dalva de Oliveira na gravação de Palhaço (Nelson Cavaquinho).
Foi primeiro clarinetista da Orquestra do Teatro Nacional por 17 anos. Nesse período, viajou com Ary Barroso pelo México e Rússia, onde chegou a reger a Orquestra Sinfônica de Moscou. Sua ligação com o jazz é muito forte, e formou uma das primeiras jazz bands do país, tocando saxofone além de clarineta.
O Maestro Paulo Moura: seu talento ajudou da elevar o status a música brasileira mundialmente.
Transitando entre o popular e o erudito, freqüentava o Beco das Garrafas, reduto da bossa nova, e atuou como arranjador para Elis Regina, Fagner, Milton Nascimento. Gravou em 1976 o disco "Confusão Urbana, Suburbana e Rural", com o qual excursionou até pelo Japão. Outro disco seu bastante famoso é "Mistura e Manda", da década de 80. Em seu repertório, paralelamente à sua atividade de concertista, encontra-se muito de choro e gafieira. Gravou "Dois Irmãos" ao lado de Raphael Rabello em 1992, ano em que ganhou o prêmio Sharp de melhor instrumentista popular.
Em 2000, ganha o Primeiro Grammy Latino para Música de Raiz com seu trabalho "Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas” (Rob Digital).
Capa do álbum Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas, trabalho que obteve o Grammy em 2000.
Capa do álbum Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas, trabalho que obteve o Grammy em 2000.
Ainda nesse ano, interpreta o papel de Zé Espinguela, músico popular que influenciou Villa-Lobos na sua aprendizagem de choro, no filme “Villa-Lobos uma vida de paixão”, de Zelito Viana.
O legado deixado pelo Mestre para a música brasileira não tem dimensões. Em nossa alma viverá intensamente os seus acordes.
Abaixo um momento em que o Maestro Paulo Moura nos brinda com o seu eterno talento tocando Ingênuo (Pinxinguinha), no Kaiser Bock Winter Festival - SP - 1997.
Conheça mais sobre esse virtuoso artista, que certamente deixará saudades, em:
http://www.paulomoura.com/ (Site Oficial)
http://www.ejazz.com.br/ (Site brasileiro especializado em Jazz)



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